Registros da Criação do Mundo

Registros da Criação do Mundo

Autor: Sangue Carmesim
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Sobreviver é simples. Viver é difícil. Meu povo não busca uma existência servil, mas uma vida erguida, orgulhosa. Meu povo jura jamais ser escravizado!

Prólogo

As montanhas se agrupam, as ondas rugem enfurecidas; o caminho de Tonguan entre rios e serras se revela. Olhando para o Oeste, o coração vacila, hesitante. Triste é o lugar onde as dinastias Qin e Han deixaram suas marcas, palácios de mil câmaras, hoje reduzidos a pó. O povo sofre na glória, sofre na queda.

O Palácio de Wá erguia-se majestoso, circundado por oito enormes colunas de pedra. No vasto teto de rocha negra pendiam incontáveis estalactites, entre as quais se moviam ágeis aranhas venenosas, seus olhos verde-mortais reluzindo com um frenesi sanguinário, observando o imenso vale de Wá abaixo.

“As montanhas se agrupam, as ondas rugem enfurecidas...”
“Triste é o lugar onde as dinastias Qin e Han deixaram suas marcas...”
“Vencer não traz sofrimento aos meus preciosos ouros...”
“Perder, ah, como dói para meus ouros...”

Apertando o corpo envolto em trapos esfarrapados que deixavam passar vento de todos os lados, o pequeno ser de cabeça de rato e corpo magro, não mais alto que quatro pés, murmurava para si, lamentando a saudade de sua confortável e cálida armadura ancestral de couro.

Ergueu os olhos para o centro do teto, onde o ‘Sol Ilusório’ se tornava cada vez mais escuro, e a luz ao redor se esvaía rapidamente. Ouvindo os sons ásperos das aranhas caçadoras, o pequeno Ouro estremeceu, apressando-se por um estreito caminho escavado na parede de pedra, ágil em direção ao mais próximo dos túneis de mina abandonados fora do vale de Wá.

Após correr centenas de metros, Ouro olhou para trás, melancólico, para uma pequena casa de pedra

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