Senhores, sou o Cotovelo Falante e estou de volta. Esta é uma nova história.
Despertando do caos escuro, o jovem Ren Xiaoçu enxugou o suor da testa e então olhou para o garoto de treze ou quatorze anos parado à porta.
— Liu Yuan, aconteceu alguma coisa? — perguntou Ren Xiaoçu.
O menino chamado Liu Yuan, na verdade, se chamava Yan Liu Yuan.
Yan Liu Yuan tinha um rosto dócil e inofensivo, parecia inocente, mas segurava uma faca de osso enquanto fazia guarda na entrada. Embora fosse alta madrugada e ele aparentasse estar exausto, não fechava os olhos, pois precisava vigiar a noite.
Ele balançou a cabeça e respondeu:
— Nada. Mas o que será que acontece com sua cabeça? Nem o médico da vila sabe que doença é essa?
— Não precisa se preocupar com isso. E não é doença — disse Ren Xiaoçu em tom resoluto. — O dia vai clarear, vou sair para caçar. Você pode dormir um pouco e depois vá à escola na hora certa.
— Tá bom… — murmurou Yan Liu Yuan, desanimado. — Mas estudar neste deserto serve pra quê…?
— Se eu digo que é útil, então é útil — respondeu Ren Xiaoçu com uma voz firme que não deixava espaço para dúvidas.
— Também quero caçar — resmungou Yan Liu Yuan, fazendo beicinho.
— Se acontecer algo com você, quem vai vigiar à noite? Eu, desmaiado? — Ren Xiaoçu se levantou, pronto para ir buscar água no centro da vila. Quando amanhecia, o lugar já não era tão perigoso.
Aqui, as noites não tinham lei.
...
O céu sombrio era coberto de nuvens escuras que se agitavam sem parar. Uma gota de chuva ácida finalmente rompeu as camadas de nuvem, balançando ao sabor do vento até cair com um estalo