A bandeira de combate jamais tombará, o avanço nunca cessará. Ofereço meu sangue para proteger a pátria sem hesitação, dedico minha vida à defesa do lar — soldado supremo! Este é um manifesto de batal
Esta é uma pequena cidade localizada na região central do país, tão desconhecida que mesmo dizendo seu nome poucos saberiam onde fica. Nos arredores dessa cidade repousa um diminuto cemitério, cercado por mato crescido e um muro de tijolos azuis, já bastante deteriorado, abarcando algumas dezenas de túmulos num cenário melancólico e desolado.
Contudo, os túmulos ali se destacam pela organização impecável: a terra é fresca e não se vê sequer um único capim, contrastando fortemente com o abandono do lado de fora do muro. Não há lápides, apenas um letreiro torto e gasto fincado junto à casa do zelador na entrada: “Propriedade privada. Quem entrar, apanha.”
“O que é um amigo? Ora, amigo é aquele que você não consegue vencer na briga! Sempre ensinei isso para vocês, mas parece que ninguém aprende. Escutem bem: se não pode ganhar na porrada, faça amizade. Depois de virarem amigos, pode apunhalar pelas costas como quiser!”
Do interior da casa vinha a voz áspera de alguém repreendendo com impaciência.
Longo Sete, sentado com ares de senhor absoluto em sua cama, segurava um cigarro numa mão e, na outra, um velho Motorola de primeira geração, enquanto ocasionalmente sacudia a longa cabeleira para trás, exibindo a tatuagem de uma cabeça de dragão azul gravada no peito.
Era um malandro, um autêntico vagabundo. Mas Longo Sete era diferente dos demais canalhas: apesar da tatuagem e dos cabelos compridos, seu rosto irradiava uma energia viril, forte e marcante. Sobrancelhas espessas, olhos brilhantes e penetrantes, nariz imponente, queixo firme – tudo nel