Chen Jun, um estudante comum e saudável em corpo e mente, por razões desconhecidas estabeleceu contato com um império antigo, distante e adormecido há muito tempo. De maneira inexplicável, tornou-se u
O céu estranho e distorcido parecia ainda mais assustador naquele momento. O cinza dominava o cenário: prédios altos e metálicos, o chão de liga metálica, veículos, o próprio céu e, suspensos acima de tudo, três esferas cinzentas de tamanho colossal.
Era um mundo de metal já sem vida.
Seria aquilo uma ruína?
Caminhando pela floresta silenciosa de aço, não pude evitar esse pensamento. Mas, diferente do que eu imaginava sobre ruínas, nada ali parecia ter sofrido danos. Pelo menos, à primeira vista, as superfícies frias de metal não exibiam sequer um arranhão. Não haviam sido abandonadas por causa de destruição severa; pareciam antes adormecidas, como feras gigantescas em sono profundo – e essa era, para mim, a melhor descrição.
O silêncio era tal que meus passos eram o único som a ecoar. Caminhei por não sei quanto tempo até que o cansaço me obrigou a sentar-me num local que parecia uma espécie de plataforma de voo.
Ainda restava algum tempo antes de eu ter de ir embora. Entediado, voltei a observar as três imensas esferas metálicas que pairavam no céu. Eram tão grandes que ocupavam quase um terço do firmamento. Na superfície delas, notavam-se inúmeras saliências pontiagudas e texturas em forma de grade, evocando a imagem de fortalezas planetárias em filmes de ficção científica – aliás, tudo naquele mundo era mais sci-fi do que qualquer filme que eu já tivesse visto.
Encarei aquelas esferas planetárias até sentir tanto peso e opressão que fui obrigado a desviar o olhar.
Parecia que estavam ainda mais próximas do solo.
Na verd