Em sua vida anterior, ele era um deus da guerra entre os soldados. Num piscar de olhos, atravessou para outro mundo e acabou se tornando um jovem ocioso e mimado. Sua família era composta por leais e
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“Filho ingrato!”
O grito estrondoso ecoou pela Mansão do Duque de Liang, acompanhado pelo som de vasos quebrando; ninguém sabia quantas antiguidades haviam sido destruídas.
Qin Yuan ajoelhava-se no centro do salão, olhando para a mulher robusta à sua frente, depois para os cacos de porcelana espalhados pelo chão; os cantos de sua boca tremiam, seu coração sangrava.
Ele não ousava responder; sua mãe era famosa por lutar em batalhas, capaz de partir pedras com um tapa.
“Mãe, eu tenho meus motivos para agir assim...”
“Que motivos, nada!” A mulher o interrompeu rudemente, com ferocidade: “Teu avô acompanhou o Imperador Fundador por dezoito anos de guerra, conquistou grandes méritos, tornou-se Duque; teu pai e teus tios morreram pacificando invasores ao norte; teus primos não sobreviveram, até nossas mulheres lutaram no campo de batalha, tantas mortes e sacrifícios para consolidar esta herança, e tu queres ser genro real? Para quem passará o título de Duque de Qin? Quem cuidará das tuas tias? Quem amparará tuas cunhadas? Para que nossos ancestrais batalharam tanto?”
O triste era não ser o protagonista, mas apenas um personagem secundário, destinado ao fracasso diante do herói.
Qin Yuan, conhecedor da trama, sabia que a Mansão do Duque de Liang era poderosa, mas o original era um libertino, causador de problemas, sobrevivendo apenas pela tolerância imperial; muitos ministros já não o suportavam, guardando rancor, apenas esperando um pretexto para arruinar a família Qin.
Esse pretexto logo surgiria: o protagonista estava