Em uma única noite, sua família deixou de existir, e você é o único sobrevivente. Em uma era de cultivo espiritual, onde apenas os fortes prosperam, como você destruiria uma dinastia imortal?
— Zhao Junyu! — um grito furioso ecoou pela residência da família Zhao, enquanto uma elegante mulher de meia-idade, com feições belas e austeras, adentrava o pátio do jovem senhor Zhao Junyu, empunhando um bastão de madeira de quase trinta centímetros.
— Mãe, eu estava errado, não vou ousar novamente, perdoe-me! — suplicou ele.
Ora, por acaso não foi apenas por acabar com a vida de alguns plebeus? É motivo para tanto escândalo?
Ali estava ele, um jovem de traços delicados, vestido com ricas vestes e cintos de seda, ajoelhado diante da mulher enquanto admitia sua culpa. Contudo, apesar das palavras de arrependimento, seus olhos não demonstravam temor algum, mas sim um leve sorriso irônico.
— Ah, Junyu, já te disse tantas vezes: não uses tua condição de jovem senhor da família Zhao para oprimir o povo ou importunar as donzelas. Sabes que me parte o coração castigar-te, mas... Ai! Até mesmo nossa família Zhao pode conhecer a decadência, Junyu, deves dedicar-te à cultivação! — disse ela, suspirando.
— Claro, mãe. Vejo que está cansada, por que não retorna para descansar um pouco? — respondeu Zhao Junyu, levantando-se, o sorriso em seus olhos ainda mais evidente.
— Você... Ah... — A mulher ergueu o bastão, hesitou com o cenho franzido e, tomada de compaixão, largou-o e voltou-se para sair.
— Eu sabia que minha mãe era a melhor, não tem coragem de me bater. Vá com calma, mãe! — exclamou Zhao Junyu, aliviado e radiante.
— Tudo culpa daquela mulher, que se recusou a ceder, fazendo-me ser repreendido por minha mãe.
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